quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Poema

"Das entranhas"

A despeito de ser palavras e cérebro,
Talvez um fio de sangue e sal,
O poema que intento aqui,
À lâmpada amarela de sódio,
Nasce, difícil e tenso, das entranhas
E do que resta do que um dia
Foi música lenta, beijos, um caldo afeto.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Poema de agora

"Poema de agora"

O que resta ao futuro
Exceto repetir obsessivo
Suas pregressas promessas?

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Poema de hoje

Uma indisposição
Melhor mudar
A cadeira de lugar
Melhor calar
Antes da noite
Nos tomar.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Nada

Nas férias tenho a intenção de rever minhas séries prediletas. Corro o risco de avariar meu aparelho de blue-ray. Mas antes um prazer que um vazio.

Docência

Definitivamente, não tenho mais nenhuma condição ― física e/ou emocional ― de exercer a docência. Voltemos aos poemas.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Cinema

Birdman é um grande filme. Sniper americano é um filme muito bom. Interestelar me deixou em êxtase. E estou me lixando para o que vocês acharam deles.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Poema

"Das (en)crenc(ç)as"

O caminho está repleto de pedras e farpas
De plantas rasteiras que adubas com afinco.
Não te enganes com a luz adocicada que vem
Da cauda dos pavões de pés cobertos.
Entanto, crês no que te falam as folhas
Sopradas pelo vento que te adentra as frestas
Do que vestes em disfarce. A farsa
Tem o gosto do mel que adere ao fundo
Do vazio que vendes, que vendas ―
Olhos sem luz são estranhamente brancos.