"Das (en)crenc(ç)as"
O caminho está repleto de pedras e farpas
De plantas rasteiras que adubas com afinco.
Não te enganes com a luz adocicada que vem
Da cauda dos pavões de pés cobertos.
Entanto, crês no que te falam as folhas
Sopradas pelo vento que te adentra as frestas
Do que vestes em disfarce. A farsa
Tem o gosto do mel que adere ao fundo
Do vazio que vendes, que vendas ―
Olhos sem luz são estranhamente brancos.
Gostei bastante deste poema.
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