segunda-feira, 6 de maio de 2013

Poema: "Dos trincos"

Dos trincos

Ando temeroso pelas ruas da cidade
Mesmo quando o sol nos esbofeteia
Ou à noite, desviando nas calçadas
Da merda nelas largada - suspensa
A respiração, enquanto pessoas aos
Grupos falam alto e seus gritos
Chegam às janelas onde me refugio.
E nos telhados gatos gemem e trepam
Aos guinchos e há um barro que a chuva
Leva aos baixos e aos canos.
Mas quem diz que pode ser diverso?
O que sussurram os beirais dos pesadelos
De privadas falas? Deus não existe
Mas tem inúmeros representantes
Na TV e em programas de rádio.
À parte isso, crianças são dilaceradas
E sempre é possível levar um tiro perdido
No meio da cara.
(Nesse momento tranco a porta
E verifico a trava das janelas.)

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